Qual é a importância da educação sexual nas escolas?

Educar sexualmente consiste em oferecer condições para que as pessoas assumam seu corpo e sua sexualidade com atitudes positivas, livres de medo, preconceitos, culpas, vergonha, bloqueios ou tabus. A educação sexual deve ser entendida como um direito que as crianças e/ou adolescentes têm de conhecer seu corpo e ter uma visão positiva da sua sexualidade; de manter uma comunicação clara em suas relações; de ter pensamento crítico; de compreender seu próprio comportamento e o do outro. Deve ser preocupação dos pais e educadores que os adolescentes tenham uma educação sexual sadia, pautado em valores e hábitos condizentes com a valorização da vida e com os direitos humanos. Qual a importância da educação sexual na vida de crianças, adolescentes e jovens e como ela pode ser importante no enfrentamento à violência a que essa parcela da população tem sido exposta?

O mais importante é se esforçar para promover essa educação e oferecer uma base sólida para evitar problemas logo na adolescência. Falar cuidadosamente sobre a influência que a pornografia e as mídias sociais podem ter nesse momento, bem como conscientizar os adolescentes sobre expectativas realistas e respeitosas dentro dos relacionamentos. Compartilhar informações importantes sobre DSTs, incluindo os possíveis métodos de prevenção.

Qual a importância da educação sexual para os jovens?

Com o PAISM, o Estado deixou de exercer o controle da natalidade, passando a promover o planejamento familiar e a ser visto como provedor de informações e acessos, incrementando o princípio da cidadania que só se viabiliza por meio da autonomia (Buglione, 2002). De acordo com a UNESCO, apenas 34% de jovens entendem sobre a prevenção e transmissão do HIV, enquanto apenas duas entre três meninas de alguns países sabem o que está acontecendo com elas quando estão menstruando. Por isso, e por diversos outros motivos de precaução, a educação sexual é essencial na formação de jovens. Embora a conversa sobre educação sexual tenha saído de controle, a maioria das pesquisas sobre o assunto mostram resultados positivos. A sexualidade pode ser compreendida como um processo construído ao longo do desenvolvimento de sujeitos, influenciado por aprendizagens e experiências sociais e culturais, que remete ao prazer e à qualidade de vida.

A questão é que, sem uma educação adequada sobre o assunto, esses adolescentes acabam buscando os lugares errados para se informarem. Geralmente, os caminhos escolhidos são os da pornografia e/ou da orientação de colegas que já tiveram suas primeiras experiências — e que podem se aproveitar do desconhecimento do “amigo”. Episódios como esse escancaram uma triste realidade em nosso país, milhares de crianças são violentadas no seu próprio lar.

A maioria dos documentos analisados, 15 (60%), utiliza o termo para designar diversidade sexual. O ano de publicação estaria compreendido entre 1990 e 2010, delimitando vinte anos de atuação após a implementação do ECA. Optou-se por tal período por sua importância histórica recente, com relevantes avanços no campo de direitos e de políticas públicas para a adolescência e, mais recentemente, para a juventude.

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A adolescência é um período marcado por diversas mudanças, físicas, comportamentais e sociais, em que surgem dúvidas e questões de autoconhecimento, fundamentais para a formação de adultos maduros e conscientes. Só a partir da educação sexual a criança e o adolescente tem a oportunidade de desenvolver e aprender sobre autocuidado, sendo capaz de perceber e pedir ajuda caso seja vítima de algum tipo de assédio. Ela fala sobre o corpo, ensina quem pode tocá-lo, orienta as crianças em como se proteger e pedir ajuda. O diálogo e a disponibilidade de informações são fundamentais como ações preventivas para reduzir a gravidez na adolescência. É só através da educação sexual que a prática do sexo seguro pode se tornar uma ação natural para os jovens.

Há vídeos produzidos por diversas entidades sérias que abordam o assunto no sentido de ultrapassar os tabus e poder falar para cuidar da formação sexual da criança e do adolescente. Juliana, a psicóloga escolar da Casa Escola,  alerta que as crianças necessitam de pessoas em quem possam confiar e de um meio emocional sólido e constante, que esteja disponível para responder de forma natural, direta e adequada às suas questões. Um caminho possível para os adultos pode ser orientar em cima do que elas necessitam saber, abordando o assunto de dentro para fora ou situado num contexto. Inclusive, é fundamental estar atento às demonstrações de interesse no assunto por parte das crianças e adolescentes. Apesar da importância da educação integral em sexualidade, ela não está disponível para todos. Muitas meninas menstruam e não sabem que, com isso, correm o risco de engravidar, se não utilizarem nenhum método contraceptivo.

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Uma delas é o fato de que a falta de atração sexual não se traduz também na ausência de interesse afetivo. Ou seja, pessoas assexuais podem se apaixonar, construir relacionamentos românticos e ter vontade de engravidar, apesar de não gostarem de fazer sexo. Outra é a possibilidade de que essas pessoas sintam prazer em se masturbar, sendo este um assunto que é devidamente abordado pela educação sexual. Por falar em formação humanizada com investimentos em educação sexual, os futuros médicos também estarão mais preparados para atender à comunidade LGBTQIAP+.

Discussão sobre comunicação aberta e respeitosa em relacionamentos, a importância do consentimento em encontros e relacionamentos íntimos. Além disso, também é importante dar algumas orientações sobre a importância de estabelecer limites pessoais. Além disso, uma ótima dica é sempre ter em mente que diferentes adolescentes têm níveis variados de conhecimento e maturidade. Para ter uma escola mais diversa e inclusiva, também é importante lembrar das diferentes possibilidades na sexualidade de uma pessoa. Entender a puberdade é fundamental, porque é algo que ocorre em idade escolar e, sem o cuidado ideal, pode se tornar motivo para vergonha, descriminação, bullying e até a formação de traumas que persistirão para a idade adulta.

A educação sexual é uma questão de saúde pública e ensino básico, que anda em debates controversos no Brasil. A educação sexual nas escolas é um tema que deve ser tratado com seriedade e responsabilidade, pois é uma das principais ferramentas no combate e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. No contexto da abertura política, iniciada em 1978, o Conselho Federal de Educação aprovou a implantação da educação sexual como conteúdo curricular das escolas de 1º e 2º graus (atuais Ensino Fundamental e Médio, respectivamente), na disciplina denominada Programa de Saúde. O enfoque era nos aspectos anatômicos, centrado nas questões biológicas e médicas, sem abordar comportamentos e valores (Almeida, 2009).

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Por outro lado, os dados Xvideos apontam que a maior parte dos abusos sexuais contra crianças e adolescentes acontece justamente dentro de casa, por pessoas próximas e de confiança, como pais, padrastos e avós. Quando você for abordar a educação sexual com adolescentes, existem alguns tópicos importantes para garantir que eles adquiram uma compreensão completa de todas as faces do assunto. Além disso, é essencial adaptar a abordagem culturalmente, respeitando tradições e valores familiares. Não há uma idade única considerada como “certa”, mas iniciar antes que os adolescentes se envolvam em atividades sexuais é fundamental.

Em suma, a sociedade como um todo se torna mais inclusiva, uma vez que o padrão heterocisnormativo começa a ser desconstruído pela base. O que permite aos jovens pertencentes à comunidade LGBTQIAP+ terem mais liberdade para viver suas sexualidades com segurança. Além disso, a orientação por não ser sexualmente ativo também faz parte deste espectro e é denominada assexualidade. Vale ressaltar que ser assexual não é uma escolha e que o nome correto para a opção voluntária é celibato. Nós precisaríamos de um artigo exclusivo para abordar todas as nuances desta forma de ser e de existir no mundo, portanto, nos limitaremos às mais relevantes para a Medicina. Conversar sobre a necessidade de respeito pela diversidade sexual e pelas diferentes identidades de gênero.

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